terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A Bunda - um misterioso fascínio

Imagem - Karen Abramyan


Bundas são unanimidade na cultura masculina. Não há aquele cidadão (homem ou mulher) que enxergue, que não se distraia com um par de nádegas bem redondas e majestosas na sua frente. Creio que falar de bundas nessa era de discursos politicamente corretos é quase um pecado mortal, mas é impossível viver indiferente a esse fascínio que vez ou outra somos acometidos. A bunda é em si, um pecado e por isso ela é pura arte, é poesia pronta. Drummond que o diga...

“Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda. ” (1)

Uma coisa interessante sobre a bunda é que ela só, já basta. Se uma mulher não foi dotada pela mãe natureza com um rosto bonito, isso não vai importar tanto caso ela tenha os fundos chamativos. Ainda poetizando...


“Por onde ela passa todo mundo espia,
Não para a cara, que não é formosa,
Mas para a bunda, que é maravilhosa,
Em bunda nunca vi tanta magia

Eu a contemplo num silêncio mudo,
Embora a cara não valesse nada,
Só aquela bunda me valia tudo! ” (2)


Quantas vezes somos atendidos por recepcionistas que no rosto além do sorriso falso, nenhum outro chamariz notamos, mas basta ela se levantar e virar de costas para pegar algo na impressora e nossos olhos são violentamente tragados para uma obra prima indescritível. Assim como disse o poeta Aurélio Aquino.

"porque a lúdica simetria
de tua glútea paisagem
enseja a exata proporção
de todas as miragens" (3)


E nesse país dos trópicos onde a miscigenação marcou presença na feitura desse povo, a preferência nacional se tornou a bunda, afinal sem ela o que seria do carnaval e das propagandas de cerveja? E os conservadores do bom costume em sua cruzada contra a tentação glútea perdem uma vida tentando não olhar para a bunda

“Uma bunda é uma bunda, é uma bunda.
Quem nela seu olhar não fixa,
Sua alma entristecida de rancor
Tristeza e melancolia abunda. ” (4)


A bunda é um mistério para a ciência explicar nos próximos anos. Não sei se conseguirão descobrir de onde vem tamanha adoração, mas até lá somente a poesia dará conta de expressar essa idolatria com precisão. 


Poemas:
  1. A Bunda Engraçada – Carlos Drummond de Andrade (O Amor natural, Companhia das Letras)
  2. A Bunda que tudo vale – Atribuído a Belmiro Braga (sem comprovação de autoria)
  3. Poema à mulher da bunda grande – Aurélio Aquino (retirado do website “Aurélio Aquino -Verbos)
  4. Poema à bunda – Retirado do Blog "como numa parada" (postado por FelipeLeite)


Fontes:

  1. Disponível em: http://nomeiodocaminhotinhaumpoeta.blogspot.com.br/. Acesso em: 10 de janeiro de 2017.
  2. Disponível em: http://almanaquenilomoraes.blogspot.com.br/2015/11/poemas-e-trovas-de-belmiro-braga.html, Acesso em 10 de Janeiro de 2017
  3. Disponível em: http://www.aurelioaquino.net/visualizar.php?idt=2090177. Acesso em 10 de janeiro de 2017.
  4. Disponível em: http://comonumaparada.blogspot.com.br/2010/03/poema-bunda_04.html. Acesso em: 10 de janeiro de 2017


André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.


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